Crise Diplomática 3 de 3

Ficou acertado pelo Góes que a Terra não sofreria nenhum tipo de ataque ou retaliação por parte de nenhum grupo ou casta de Marte, e que a maioria da população da Terra continuaria sem saber que os marcianos existiam, o que certamente evitaria pânico generlizado. Em contrapartida, os marcianos ganhariam um pedaço de terra, preferencialmente uma ilha, onde pudessem manter uma espécie de embaixador para assuntos marcianos na Terra. E que alguns marcianos pudessem, claro, usar como balneário durante as férias. Afinal aquele negócio de churrascos de radiação espacial, chuvas de meteoritos ou empinar pipa em ventos solares já estava cansando.
Depois de analisar minuciosamente todas as opções de ilhas oferecidas, e debater com o Conselho de Sábios Vermelhos o melhor lugar para se instalar, acharam um ilha no Mar do Caribe, perto da Flórida e do Cabo Canaveral (o que facilitaria sobremaneira o embarque e desembarque das famílias marcianas).
O escolhido para ser embaixador na Terra foi Castro, o notável que primeiro descobriu as transmissões que deram origem a tudo. Mas ele se negou a sair de Marte, alegando que já não estava mais na idade. Em seu lugar, indicou o filho, que aceitou prontamente, e rapidamente foi mandado à Terra para assumir seu posto. Par manter viva na memória a lembrança de quem era seu pai, o agora embaixador marciano na Terra adotou a alcunha de Fidel Castro. E batizou a ilha escolhida de Cuba.

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